Trump sobre Irã: 'Uma civilização inteira morrerá esta noite'

EUA ameaçam 'destruir Irã' se não houver cessar-fogo até noite de terça-feira
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que "uma civilização inteira morrerá nesta noite" ao fazer um post na rede Truth Social nesta terça-feira (7), horas antes do prazo final dado por ele para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz.
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Após várias declarações dadas por autoridades iranianas mostrando que Teerã não deve ceder (veja abaixo), Trump disse que não quer "que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá", e condenou o atual regime, que está no comando do país há 47 anos.
"Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá. Contudo, agora que temos uma mudança de regime completa e total, onde mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas prevalecem, talvez algo revolucionário e maravilhoso possa acontecer, QUEM SABE? Descobriremos esta noite, em um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo. 47 anos de extorsão, corrupção e morte finalmente chegarão ao fim. Deus abençoe o grande povo do Irã!", afirmou.
O presidente dos EUA, Donald Trump, em 6 de abril de 2026
REUTERS/Evan Vucci
Irã não dá sinais de que irá ceder e pede voluntários
O Irã pediu que sua população forme correntes humanas para proteger as usinas de energia do país, alvo de ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta terça-feira (7).
Faltando poucas horas para o prazo final dado por Trump para que Teerã reabra o Estreito de Ormuz - 21h no horário de Brasília, Alireza Rahimi, identificado pela televisão estatal iraniana como secretário do Conselho Supremo da Juventude e dos Adolescentes, fez a convocação para "todos os jovens, atletas, artistas, estudantes e universitários e seus professores" e justificou:
"As usinas de energia são nossos ativos e capital nacional".
No passado, iranianos já formaram correntes humanas em torno de instalações nucleares em momentos de tensões elevadas com o Ocidente.
Usina nuclear de Bushehr, no Irã, em foto de satélite tirada em 26 de maio de 2025.
Planet Labs PBC via Reuters
A ameaça contra as usinas e pontes do Irã foi feita pelo presidente norte-americano ao dar um ultimato de 48 horas no domingo (5).
Em um pronunciamento nesta segunda-feira (6), quando detalhou o resgate dos pilotos dos EUA que tiveram seu caça abatido no espaço aéreo do Irã, Trump afirmou que "o país inteiro pode ser eliminado em uma noite".
Segundo a agência de notícias Associated Press, em Teerã, o clima é sombrio. Falando em condição de anonimato, um jovem em uma cafeteria comentou como a situação estava se tornando cada vez mais desesperadora, com o país agora enfrentando a possibilidade de cortes de energia em larga escala.
“Sinto que estamos presos entre as lâminas de uma tesoura”, disse o homem.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, responde a perguntas da imprensa durante uma coletiva em Nova York, nesta sexta-feira (26)
Angelina Katsanis/AP Photo
Mais cedo, nesta terça, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que milhões de iranianos estão "prontos para se sacrificar" pelo país.
"Mais de 14 milhões de iranianos valentes já declararam, até este momento, estar prontos para sacrificar suas vidas em defesa do Irã. Eu também tenho sido, sou e continuarei sendo alguém disposto a dar a vida pelo Irã", afirmou Pezeshkian em publicação no X.
A fala de Pezeshkian é mais um sinal de que o regime iraniano não cederá ao ultimato do presidente dos EUA.
Segundo o presidente, esses 14 milhões representam iranianos que responderam às campanhas da mídia estatal e de mensagens de texto que incentivavam as pessoas a se voluntariarem para lutar. No entanto, a população total do país é de mais de 90 milhões de habitantes.
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