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Protocolo de atendimento nas escolas para situações de racismo.

Protocolo de atendimento nas escolas para situações de racismo.


Protocolo de atendimento nas escolas para situações de racismo.
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Da Agência Senado | 09/06/2026, 12h59 

O projeto que trata do assunto foi aprovado pela Comissão de Educação do Senado (CE) nesta terça-feira e agora segue para a análise na Câmara dos Deputados

Edilson Rodrigues/Agência Senado

A Comissão de Educação do Senado (CE) aprovou nesta terça-feira (9) o projeto que cria um protocolo de atendimento nas escolas para situações de racismo, misoginia, discriminação por motivo de orientação sexual ou de identidade de gênero.


O projeto (PL 4.403/2024) estabelece que qualquer manifestação ou suspeita de discriminação deve ser notificada à direção da instituição de ensino — e esta, por sua vez, deve encaminhá-la às autoridades competentes, como o conselho tutelar ou o Ministério Público. Além disso, as escolas devem promover o acolhimento da vítima; adotar medidas de conscientização e reparação; e formar uma comissão representativa da comunidade escolar para acompanhar o cumprimento do protocolo.


Como a proposta foi aprovada pela comissão em decisão terminativa, ela não terá de passar por votação no Plenário do Senado (a não ser que seja apresentado recurso para isso) e poderá seguir diretamente para a análise da Câmara dos Deputados.


A autora do projeto é a senadora Teresa Leitão (PT-PE). A iniciativa recebeu na CE parecer favorável da senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO).


Dorinha ressalta que atualmente as escolas lidam com os casos de preconceito de forma fragmentada ou improvisada, excessivamente dependentes da iniciativa individual de professores ou gestores — sem que haja fluxos definidos de encaminhamento, registro, acolhimento e acompanhamento. Por essa razão, ela defende a criação de um protocolo de atendimento.


— Tais protocolos, a serem definidos em regulamento, têm caráter orientador, permitindo que a escola saiba como proceder, quem acionar e quais providências adotar, de forma articulada com os órgãos competentes e com a rede de apoio existente no território — afirmou ela.


A proposta também determina que as redes de ensino deverão:


promover a formação continuada dos professores e demais profissionais da educação sobre o tema;


oferecer materiais pedagógicos que abordem questões relacionadas ao assunto;


criar espaços de reflexão;


promover ações de apoio emocional e psicológico às vítimas, por meio de equipes multiprofissionais.


Já o governo, de acordo com o texto, deverá promover campanhas educativas anuais sobre o tema.


Fonte: Agência Senado




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